Arquivo de Janeiro, 2012

Como evitar um rombo no orçamento da sua empresa

Data
30 de Janeiro de 2012
Categoria
Finanças
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Você está iniciando mais um dia na sua empresa e logo pela manhã descobre que nos próximos dias haverá um déficit no seu caixa. Como evitar um rombo no orçamento?

Comece controlando o fluxo de caixa. E isso pode ser feito atualizando diariamente as projeções de fluxo de caixa com receitas e despesas previstas para os próximos seis meses. O fechamento de uma negociação sem um planejamento do fluxo de caixa pode custar caro.

O controle de gastos como conta de telefone, aquisição de equipamentos, viagens de funcionários, etc., não deve sair da agenda do dono do negócio e deve ser acompanhado diariamente para não perder o pulso das finanças.

Além disso, como evitar apertos inesperados que comprometem o caixa e os investimentos?

1. Elabore projeções do fluxo de caixa;
2. Adote um cenário conservador e exclua as receitas dos clientes duvidosos e as reservas bancárias;
3. Mensalmente faça a provisão para pagamento de décimo terceiro salário e férias dos funcionários;
4. Simule cenários, como por exemplo, como ficará o saldo do caixa sem eventuais aplicações financeiras? Ou se aumentar a inadimplência?

Para não ser pego de surpresa, monitore a taxa de inadimplência e crie indicadores para acompanhar os motivos. “A estratégia permite dedicar esforços de cobranças para vencimentos com mais chances de recebimento.” É importante acompanhar:

1. A evolução dos juros e multa de cada cliente em atraso;
2. Registrar o histórico das cobranças;
3. Quantos e quais clientes estão com as contas atrasadas em até dez dias.

Assim, o dono de um negócio tem que ter em mente a seguinte frase: um olho no lucro e o outro no fluxo de caixa e na inadimplência.

 Alex Trindade

*Baseado na reportagem da revista “Pequenas Empresas & Grandes Negócios” – no. 249 – Outubro, 2009.

Como vencer seu concorrente sem reduzir os preços

Data
26 de Janeiro de 2012
Categoria
Gestão
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Seja qual for a sua área de atuação, a melhor maneira de se destacar no mercado é concorrer em valor, e não em preço: quem defende a teoria é Sandra Wear, fundadora das empresas The DocSpace Company e Atalum Wireless e colunista da Inc. Para derrotar seus competidores sem precisar mexer nos preços, é necessário seguir três regras básicas.

1. Transforme seu público-alvo no seu melhor amigo.
Para competir em valor, o primeiro passo é saber tudo sobre o seu público-alvo. Trate-o como seu fosse um amigo querido, sobre quem você quer ter todas as informações possíveis. Algumas perguntas podem ser úteis nesse processo. Para começar, quem é o seu público-alvo? Como ele vai usar seu produto ou serviço? Como ele decide o que comprar? O que pensa dos seus concorrentes? É fundamental responder essas questões, recorrendo a artigos, pesquisas, posts em redes sociais, relatórios, palestras, conversas com consultores etc. E depois analisar em detalhes todo esse material.

2. Crie uma proposta de valor que traga benefícios para o cliente, e faça dela a sua missão.
Não se trata de colocar uma placa na parede, com metas vagas e genéricas. A proposta de valor deve ser algo muito específico, que cole no seu produto e traga benefícios concretos para os clientes. Todos na sua organização devem conhecer a proposta de valor e se guiar por ela. A proposta precisa ser comunicada de maneira consistente em tudo que sua companhia faz, desde o material de marketing até a publicidade, passando pela fala de seus executivos. Só assim você construirá uma marca forte – e vendável.

3. Entregue o que prometeu, custe o que custar.
Cheque com os consumidores se a promessa está sendo cumprida. A sua proposta de valor trouxe benefícios para os consumidores? É algo palpável, com o que eles conseguem se identificar? O valor criado pela marca faz com que os clientes se vejam nela? Em outras palavras: eles estão recebendo o que você prometeu? Se a resposta para alguma dessas perguntas for NÃO, corra atrás do prejuízo, corrigindo as falhas e cuidando da satisfação do cliente. Dessa maneira, ele nem vai lembrar que existem concorrentes…

Marisa Adán Gil

Senso de Urgência

Data
23 de Janeiro de 2012
Categoria
Gestão
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Empreendedor, coloque isto em sua cabeça:  TUDO É PARA ONTEM!

Cada vez mais me convenço que uma característica fundamental de um empreendedor é o senso de urgência.  Sem esta percepção da urgência, corre-se o risco de cair na inércia, de ser batido pela concorrência, de sofrer com a paralisia da análise.

O que é senso de urgência?  Bom, vamos começar pelo que NÃO é:

  • Não é partir para o desespero.
  • Não é pular etapas do planejamento.
  • Não é ficar estressado com qualquer problema que mude seus planos.
  • Não é achar que o sucesso virá do nada, de um dia para outro.
  • Não é deixar de pensar cuidadosamente em cada decisão a ser tomada.

Então, do que se trata exatamente o senso de urgência?

  • Trata-se de colocar idéias em prática, mesmo que ainda não estejam detalhadas ao extremo.
  • Trata-see correr riscos calculados.
  • Trata-se de reconhecer a necessidade de alguns sacrifícios pessoais para desenvolver seu negócio.
  • Trata-se de compreender que um erro é apenas uma etapa mais do aprendizado que deve ser corrigida imediatamente.
  • Trata-se de não deixar que o desânimo ocupe um de seus maiores ativos: o tempo.

Se você acredita que ainda não desenvolveu seu senso de urgência, fique tranquilo.  Isto é mais fácil do que parece.  Trata-se apenas de responder a uma única pergunta, e tomar uma única ação:

  • A PERGUNTA: O que posso fazer neste exato instante que me leva um pouco mais perto de meus objetivos de negócios?
  • A AÇÃO: A que responde à pergunta acima, desde que seja imediata.

Em cada momento em que você se sentir um pouco perdido, sem ritmo ou desanimado, se faça esta pergunta e tome instantaneamente a ação correspondente.

A ação pode ser mínima, mas deve ser concreta.   Pode ser pegar um papel e desenhar um rascunho do organograma de sua empresa.  Pode ser pesquisar um concorrente na internet. Pode ser um telefonema para um contato profissional ou um potencial cliente.

Desenvolva seu senso de urgência, e você notará como o sucesso acontecerá com maior velocidade, e como você se sentirá melhor em relação a seu desempenho como empreendedor.

Luiz de Paiva

Uma palavra mágica em gestão empresarial: Foco

Data
19 de Janeiro de 2012
Categoria
Gestão
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Nas constantes visitas às empresas ouvimos sempre dos dirigentes que os custos de seus produtos estão muito altos e que as margens de contribuição estão aquém do esperado.

É importante observar que a margem de contribuição é resultado da diferença obtida entre o valor faturado, líquido de impostos, e o custo dos produtos. Com isso pode-se questionar também se são os custos que estão altos ou os preços é estão muito baixos.

Uma análise do problema nos aponta alguns fatores que penalizam os resultados da empresa:

  • Custos fixos extremamente altos;
  • Baixa utilização da capacidade produtiva, elevando em demasia o custo final dos produtos;
  • Concentração das vendas em canais extremamente concorridos, onde não existem margens de negociação;
  • Produtos de excelente qualidade, sem diferencial reconhecido pelo consumidor, concorrendo com produtos de baixa qualidade;
  • Baixo volume de vendas por falha de distribuição dos produtos;
  • Baixo volume de vendas devido à falta de motivação da equipe de vendas;
  • Falta de informação de mercado para geração de novos negócios.
  • Estes itens levam a um círculo vicioso, inevitavelmente:
  • Vendas baixas — custos dos produtos altos —- preços não competitivos —- vendas baixas

As empresas normalmente trabalham para enfrentar a concorrência, quando deveriam primeiro trabalhar para superar suas ineficiências. É importante observar que, muitas vezes, não é o concorrente que nos impede de aumentar nosso volume de vendas e sim nossas ineficiências.

O concorrente não determina nossos custos, somos nós que os geramos, muitas vezes sem controle. Não é o concorrente que nos impede de representar algo mais na mente do consumidor, obtendo maior retorno, com preços melhores, nós é que não estamos sendo eficientes na comunicação. Conseguir informações, processá-las e gerar ação é fundamental para qualquer empreendimento.

Uma regra de ouro em administração é: “Ter um modelo de informações e gestão que gere ação”. Sem isso, os esforços das equipes acabam não sendo canalizados de forma adequada para gerar os resultados necessários.

Para quebrar o ciclo vicioso das baixas vendas, alguns pontos devem ser discutidos e atacados em seus aspectos básicos:

  • Manter uma estrutura operacional flexível, minimizando os custos fixos;
  • Apresentar ao mercado produtos com diferenciais reconhecidos pelos consumidores que possam gerar margens de contribuição maiores;
  • Ser agressivo nos canais de distribuição onde os produtos apresentem vantagens competitivas;
  • Definir claramente a política comercial em relação às commodities, produtos com preços baixos e altos volumes, e os diferenciados, onde os preços serão mais altos apresentando melhores margens de contribuição;
  • Foco nos produtos, nos canais de distribuição e na estrutura operacional da empresa é fundamental para que se possa alcançar o sucesso.

Há muitos exemplos de empresas pequenas que alcançam o sucesso rapidamente, enquanto empresas centenárias desaparecem.

Uma observação cuidadosa nos mostra que as primeiras tinham foco. Agiam com extrema motivação e de forma descomplicada. As segundas perderam a motivação. Por falta de foco, perderam de vista os aspectos básicos da administração.

A ausência de foco gera confusão, que inevitavelmente leva à desmotivação e às ineficiências. Para a empresa que não sabe para onde ir, qualquer caminho é bom, o que pode significar problemas graves de gestão.

Lembre-se sempre da palavra mágica em gestão empresarial: Foco.

Ivan Postigo

Soluções de gestão: fatores que influenciam o sucesso da implantação

Data
16 de Janeiro de 2012
Categoria
ERP, Gestão
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Na grande maioria dos casos, a implantação de um sistema integrado de gestão empresarial, ou ERP, costuma ser um grande desafio para as empresas. Seu sucesso depende diretamente da dedicação, organização, e envolvimento dos usuários e gestores, da aderência do sistema aos requisitos do cliente e também da metodologia utilizada pelo fornecedor da solução, em todo o processo. Sem a união desses fatores, mesmo projetos simples podem se complicar e não ter data para acabar.

Mas, sob a ótica do cliente, qual a expectativa para considerar um sistema implantado?

Do ponto de vista do usuário, o sistema está implantado quando a equipe da empresa já está fazendo uso dele nas operações e processos desejados. Por exemplo, está faturando pelo sistema, pagando, recebendo, extraindo informações gerenciais, etc.

Para chegar a este ponto, algumas etapas precisam estar concluídas: o escopo deve estar bem definido, ou seja, os processos e as funcionalidades a serem atendidas devem estar claros; o sistema deve ser instalado (ou disponibilizado o acesso em caso de Data Center – SaaS),  parametrizado e configurado de acordo com as particularidades e necessidades dos processos; os cadastros como os de clientes, fornecedores, produtos, regras fiscais, alíquotas, precificação, custos, etc., devem estar prontos; os usuários devem ser treinados e fazer uso do sistema lançando as movimentações.

Existem metodologias para direcionar e monitorar este processo de implantação, que são bastante úteis, pois, desmembram e detalham cada etapa necessária. Elas são fundamentais para gerenciar o processo e para construir uma implantação de sucesso.

A implantação de um ERP é um trabalho feito a “quatro mãos”, ou seja, envolve compromissos e responsabilidades tanto do fornecedor, quanto do cliente. Podemos comparar esta situação com a de um curso superior: uma faculdade tem o dever de prover bons professores, materiais, salas, recursos didáticos e metodologia de ensino, enquanto o aluno tem que freqüentar as aulas, estudar, aprender e colocar o conhecimento em prática.

Podemos fazer a melhor faculdade do País, mas os resultados vão variar de pessoa a pessoa em função da participação do aluno no processo, e de vários outros fatores, como maturidade, competência, aptidão, empenho, etc. Da mesma forma, a implantação de um ERP deverá ter resultados diferentes em cada empresa.

Isso acontece pelo fato de a implantação de um ERP ser uma ação estratégica para o negócio. Podemos perceber a diferença mais claramente quando terceirizamos outro tipo de serviço como, por exemplo, o de limpeza. A responsabilidade do contratante pode ser simplesmente a de pagar e de dar o acesso às suas instalações ao fornecedor, enquanto este terá que assegurar o local limpo.

Devemos ter consciência de que o ERP é um meio para melhorar a gestão da empresa. Ele, por si só, não é suficiente, é necessário também revisar os processos com base nas melhores práticas do mercado, aplicar efetivamente os conceitos da administração para que a evolução e o sucesso sejam continuamente atingidos.

Cientes disso, uma vez que a escolha do ERP tenha sido criteriosa, atendendo o escopo, necessidades e realidades da empresa, associado a um fornecedor que agregue os serviços necessários e a equipe do cliente assuma as responsabilidades que lhe compete para realizar as transformações necessárias dentro da empresa, então certamente teremos deste conjunto uma solução de gestão.

 Fábio Túlio

Fatores positivos de uma gestão descentralizada

Data
13 de Janeiro de 2012
Categoria
Gestão
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A centralização de poder e decisão não deveria mais fazer parte da administração de uma empresa no século XXI, visto que dificulta muito o andamento dos trabalhos e o alcance de um bom crescimento do mercado e dos concorrentes. Porém, ainda há organizações, ou melhor, líderes que não depositam total confiança em sua equipe e centralizam as decisões, fator que torna os funcionários totalmente dependentes de suas ações.

Além destes fatores diretos, os conflitos entre os funcionários são frequentes, pois acabam por competir entre si para ver quem mostrará mais eficiência ao conseguir uma decisão positiva do “chefe”. Sendo assim, a competição interna, que deveria ser positiva, acaba por trazer discórdia e indiferença no ambiente de trabalho; fato que interfere, quase que diretamente, na produtividade do individuo. O que, indiretamente, acaba provocando a rotatividade dos recursos humanos na empresa, antes mesmo de poderem apresentar seu trabalho.

 

                                                                          Não faça isso com as decisões de sua empresa!

A gestão centralizadora interfere em quase todos os departamentos, limitando a autonomia do colaborador e, por fim, atrapalha o andamento das atividades no momento em que um setor depende do outro. A crítica que proponho é com a intenção de rever conceitos e observar de fora os acontecimentos negativos que ocorrem dentro e fora da organização, desde a satisfação do cliente até a motivação do funcionário.

Diante deste breve contexto, quais os fatores positivos que podemos perceber em uma gestão e liderança descentralizadoras?

  • Rapidez na finalização das tarefas;
  • Trabalho em equipe;
  • Competição em favor da empresa;
  • Clientes mais satisfeitos;
  • Poder de barganha com os fornecedores;
  • Menor rotatividade;
  • Motivação entre os membros da equipe;
  • Resultados financeiros positivos;
  • Marketing boca a boca em favor da marca;
  • A presença de uma liderança democrática.

É fácil perceber o alcance do sucesso diante desses fatores, todavia se a gestão não rever conceitos e procedimentos operacionais padronizados, a tendência da marca vir a falecer é cada vez mais iminente. Os colaboradores agradecem e “vestem a camisa” quando a liderança confia e delega tarefas e, também, as decisões.

E você, já trabalhou com líderes centralizadores? Quais foram as impressões, positivas ou negativas? E com líderes descentralizadores? Vamos discutir o tema, comente!

 Lívia Brito

O CRM e as pequenas empresas

Data
11 de Janeiro de 2012
Categoria
Gestão
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As pequenas empresas, em sua maioria, buscam implementar ferramentas e processos comuns às grandes empresas, mas existe uma ferramenta em que ocorre justamente o contrário, onde as grandes empresas buscam sempre copiar as pequenas, esta ferramenta é o CRM.

O CRM, do inglês Customer Relationship Management (Gerenciamento da relação com o cliente), é uma ferramenta que possibilita à empresa desenvolver processos que visam potencializar o nível de resultado junto ao cliente. Isto é possível graças à possibilidade de armazenar informações relevantes dos clientes e, assim, desenvolver práticas para melhor atender suas necessidades.

Este processo ocorre naturalmente nas pequenas empresas, onde boa parte delas conhece seus clientes pelo nome, algo que as grandes empresas pagariam uma fortuna para conseguir. Estas empresas conseguem, também, levar o relacionamento para um nível mais pessoal de relacionamento com o cliente. Por exemplo, em uma das minhas empresas, as atendentes sabem exatamente quais produtos alguns clientes levam diariamente, assim já os deixa separados para a compra, nunca tendo ruptura na venda.

Assim, para programar o CRM em uma pequena empresa, não é necessário investimentos astronômicos, como fazem as grandes empresas, é importante apenas cuidar para que os princípios básicos se tornem presentes no processo. Abaixo, vou citar alguns importantes:

Desenvolver ferramentas para poder conhecer seus clientes: Apesar do fato de saber o nome dos clientes ser algo que cause ótima impressão a eles, é preciso ir um pouco além. Tente catalogar características próprias deles, quais moram sozinhos, quais possuem família, quais trabalham fora etc. Quanto maior o nível de detalhamento, maior a possibilidade de sucesso na implementação de um bom CRM, e acredite, estas informações são geralmente fáceis de conseguir se sua empresa está em uma comunidade menor.

Ter uma boa comunicação: Tente conversar o máximo possível com seus clientes, algo que a pequena empresa pode fazer com excelência, uma vez que ela consegue ser mais informal que as empresas maiores. Assim, você conseguirá boas informações, não apenas sobre o cliente, mas também sobre melhorias nos serviços e produtos, além de idéias novas para estes.

Diferenciar seus clientes: Seus recursos não são ilimitados, então quanto maior for sua capacidade de diferenciar e segmentar seus clientes em grupos de interesse comum, maior vai ser sua capacidade de criar produtos que satisfaçam os desejos destes.

Entregar uma experiência de compra personalizada: Todos gostam de se sentir único e especial. Se o empreendedor souber utilizar de forma inteligente todas as informações sobre seus clientes, terá maior chance de entregar esta experiência para eles. Aí é so esperar o boca a boca dar resultado, afinal, gostamos de comunicar às outras pessoas quando somos bem atendidos e satisfeitos em nossas necessidades, não é?

Então agora é com vocês! É possível para qualquer empresa ter um bom CRM, basta levar seu entendimento e interação com o cliente para um novo nível. Mas e vocês o que fazem para criar uma boa ferramenta de CRM em suas empresas?

Cláudio Henrique de Castro

Gestão Financeira: como evitar problemas

Data
6 de Janeiro de 2012
Categoria
Finanças
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Todo empreendedor quando abre o seu próprio negócio, depois de um apurado estudo de viabilidade econômico-financeira realizado através de um Plano de Negócios, deve acompanhar constantemente a situação de sua empresa. Não basta apenas vender, deve-se também avaliar permanentemente o seu desempenho.

Vivemos hoje em um ambiente extremamente dinâmico e volátil, sujeito às mais diversas interferências, as quais devem ser conhecidas e mensuradas pelos gestores das empresas buscando efetuar as eventuais correções de percurso necessárias buscando obter maior competitividade.

Vejamos algumas das causas mais freqüentes causadoras de problemas para as empresas e que podem interferir na sua sobrevivência:

- Custos
Toda organização possui custos nas suas atividades. Estes podem ser divididos em Custos Fixos e Custos Variáveis. Os variáveis, como seu próprio nome diz, variam de acordo com o volume de vendas. Já os Custos Fixos referem-se aos custos operacionais, da estrutura da empresa. É neles que estão concentrados os maiores problemas. Caso não sejam bem geridos e mensurados, possuindo-se gastos elevados, poderão comprometer a sobrevivência da organização. Torna-se necessário então o seu acompanhamento constante procurando-se reduzi-los sem entretanto prejudicar a operacionalidade da empresa.

- Preços
Outro dos principais erros cometidos pelas empresas é o da errada formação de preços dos seus produtos ou serviços. Há muitas empresas que, por estarem mal informadas ou ainda desconhecerem as técnicas adequadas, formam seus preços atribuindo um percentual aleatório sobre os custos de seus produtos crendo estar obtendo o lucro desejado quando na realidade, em muitos casos, não cobrindo sequer seus custos operacionais gerando assim, na realidade, prejuízos em vez do lucro pretendido.

- Falta de Capital de Giro
O capital de giro é considerado o “oxigênio” da empresa. Sem ele haverá a necessidade de se buscar recursos junto a terceiros, em especial no mercado financeiro, transferindo-se boa parte dos seus resultados aos seus financiadores.

- Ciclos operacional e de caixa descasados
O ciclo operacional da empresa é composto pelos prazos decorridos entre o monto da compra do produto e o do recebimento da venda efetuada. Já o ciclo de caixa é relativo ao tempo decorrido entre a data do pagamento ao fornecedor e o recebimento da venda. Caso a empresa compre a prazos curtos e concede prazos elevados para pagamento aos seus clientes, superiores aos concedidos pelos fornecedores, necessitará de capital de giro para poder cobrir a falta de recursos provocada pelo descasamento entre os prazos de pagamento e recebimento ocorridos. Caso a empresa não possua os recursos necessários deverá buscá-los no mercado financeiro transferindo assim parte do seu lucro aos financiadores.
É importantíssimo para a saúde financeira da empresa o ajuste dos ciclos operacional e de caixa buscando-se assim uma otimização dos resultados.

- Inadimplência dos clientes
A concessão inadequada do crédito nas vendas a prazo é crucial para o seu recebimento. Muitos empresários no afã de aumentar as suas vendas efetuam-nas sem os critérios apropriados, não buscando a redução dos riscos de inadimplência como também sem as garantias necessárias o que poderia evitar os eventuais sinistros de crédito e o conseqüente prejuízo.

É vital a elaboração do cadastro, a avaliação das informações obtidas bem como a documentação relativa ao processo de comercialização, o qual não é burocrático e desnecessário mas um procedimento necessário para evitar perdas por atrasos ou mesmo por falta de pagamento.

- Retiradas excessivas dos sócios
A empresa é a “galinha dos ovos de ouro” dos seus proprietários. Estes devem decidir entre retiradas desordenadas de recursos ou retiradas mínimas de acordo com as reais possibilidades da empresa. Caso ocorram as primeiras, tal fato gerará a substancial redução do Capital de Giro tornando a empresa vulnerável e, no caso de falta de recursos, criará a necessidade da busca de recursos no mercado financeiro procurando suprir a sua falta e transferindo assim aos financiadores parte dos seus resultados.

Cabe aos empresários decidir: ou consomem os recursos de forma desmedida, saboreando assim a sua “galinha dos ovos de ouro” ou efetuando apenas as retiradas possíveis consumindo apenas os “ovos de ouro” produzidos. Deve-se retirar apenas o que a empresa pode pagar e não o que se gostaria.

Estes são apenas algumas causas de problemas financeiros que ocorrem nas empresas, em especial nas micro e pequenas. Cabe aos gestores obter as informações e meios para melhor administrar os recursos financeiros de suas organizações adequando-as para a utilização dos Controles Financeiros e na tomada de decisões adequadas quanto a: compras, vendas, custos, concessão de crédito e todas as demais atividades operacionais.

Somente com uma gestão adequada e muito controle financeiro é que se poderá obter os resultados pretendidos e manter-se a saúde financeira da empresa permitindo sua continuidade permanente.

Mundo Sebrae

Tenha uma estratégia antes de agir

Data
5 de Janeiro de 2012
Categoria
Gestão
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O mercado está cada vez mais concorrido, já que as empresas vêm investindo na qualificação dos profissionais, em pesquisa, desenvolvimento e tecnologia para empregar os recursos em busca de melhores resultados. Além disso, por conta das oscilações econômicas que acabam por influenciar a realização de planos e cumprimento de metas, concluímos que o mundo dos negócios está instável. Por essas razões, torna-se imprescindível encontrar alternativas estratégicas para alcançar soluções satisfatórias e viáveis, que tragam resultados a curto, médio e longo prazo. Mas de que forma trabalhar para conseguir esses objetivos? Será que a busca por informações estratégicas e seu processamento de forma inteligente pode ser uma boa saída?

Uma ferramenta de gestão empresarial bastante utilizada é a Análise SWOT, que consiste no estudo do cenário externo e da realidade interna de uma organização. Esse tipo de medida é de fundamental importância para se iniciar um projeto importante e, principalmente, para criar ações estratégicas em momentos de incerteza, porque nos permite conhecer os fatores favoráveis e desfavoráveis que o mercado apresenta, além de situar a organização dentro do seu real contexto. É preciso tomar decisões com qualidade e colocar em prática as boas idéias, no entanto, tudo deve ser feito com cautela e com a estratégia adequada. Falo isso porque é muito comum encontrarmos casos de empresas com produtos e serviços inovadores, mas que acabam pecando nas estratégias de atuação frente ao mercado em que atuam.

O termo SWOT é uma sigla em inglês, que representa um acrônimo de Forças (Strenghts), Fraquezas (Weaknesses), Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats). A técnica é creditada a Albert Humphrey, que liderou um projeto de pesquisa na Universidade de Stanford nas décadas de 1960 e 1970, usando dados da revista Fortune sobre as 500 maiores corporações.

A Análise SWOT é um sistema simples que tem por objetivo verificar a posição estratégica da empresa no ambiente em questão. A análise se divide em Ambiente Interno, composto pelos itens Forças e Fraquezas; e Externo, relacionado às Oportunidades e Ameaças. A parir dessa divisão é possível estabelecer aquilo que é de responsabilidade da empresa, e o que é uma antecipação do futuro, ou seja, o que se pode traçar a respeito de possibilidades positivas ou negativas do macro ambiente econômico.

Depois de fazer o levantamento de dados é chegada a hora de cruzar as informações, para que, dessa maneira, seja possível encontrar alternativas para a sua operação de negócios. Combinando fatores externos e internos você terá a chance de saber como suas forças podem servir como impulso para aproveitar as oportunidades já existentes no mercado, ou, ainda, saber como deve se reposicionar em relação às fraquezas para não sofrer as conseqüências das ameaças encontradas.

Há mais de três mil anos, Sun Tzu, considerado um dos maiores estrategistas militares de todos os tempos e autor do livro “A Arte da Guerra” já dizia: “Concentre-se nos pontos fortes, reconheça as fraquezas, agarre as oportunidades e proteja-se contra as ameaças”.

Essa ferramenta pode ajudar você na avaliação de empresas,  projetos,  produtos, serviços e equipes. Para isso, faça as seguintes perguntas para cada item:

Pontos Fortes:
•    O que você, sua empresa e equipe fazem bem?
•    Que recursos especiais você possui e pode aproveitar?
•    Quais os seus diferenciais?
•    O que a concorrência,a equipe,os clientes e os fornecedores acham que você faz bem?

Pontos Fracos:
•    No que você precisa ficar atento?
•    O que precisa melhorar?
•    Onde deve se blindar?
•    Onde possui menos recursos que os demais?
•    Quais são suas fraquezas identificadas pelos outros?

Ameaças:
•    Que ameaças (leis, regulamentos, concorrentes) podem lhe prejudicar?
•    Qual o ponto forte do seu concorrente que pode ser uma ameaça para você?
•    Quais as estratégias e diferenciais dos seus concorrentes?

Oportunidades:
•    Quais são as oportunidades externas que você pode identificar?
•    O que seu cliente deseja e precisa que pode servir como oportunidade de negócio?
•    Como agregar valor ao seu produto e ao seu serviço?
•    Que tendências você pode aproveitar ao seu favor?

Após responder essas perguntas, crie planos de ações estratégicos e alcance melhores resultados.

O Gerente

Inovação para micro e pequenas empresas

Data
5 de Janeiro de 2012
Categoria
Inovação
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Quando falamos de inovação, é comum imaginar os principais itens que remetem ao termo como a criação de novos produtos, adoção de novas tecnologias, melhorias de processos de gestão, inovação organizacional ou inovação no modelo de negócios.
Mas essa é uma realidade que depende de um certo nível de análise em relação à maturidade da empresa em que o tipo de inovação será aplicado.

Na minha rotina como consultor, vejo muitos empreendedores que estão criando seus negócios do zero e já com um alto grau de pensamento criativo e inovador. Esses empreendedores perceberam que unir necessidades específicas aplicadas a novos métodos e modelos de negócios é uma ótima oportunidade de agregar valor às suas empresas, gerando assim diversos fatores competitivos que permitirão que eles estejam à frente dos seus concorrentes.

Por outro lado, existem muitas empresas que ainda não entenderam que é necessário despertar para algumas mudanças e que há um grande risco, que vem principalmente pela falta da avaliação estratégica do cenário de negócios. A visão muitas vezes “interna” e um pouco míope acaba impedindo o crescimento e o desenvolvimento dessas empresas e, por consequência, das pessoas que atuam nelas.

Podemos fazer uma simples comparação:
Uma pequena empresa que não tem estrutura interna como um departamento de marketing ou de recursos humanos, que muitas vezes são vistos como “apoio” e na verdade deveriam ser tratados como áreas mais estratégicas do ponto de vista de negócios. O efeito principal da falta dessas áreas é a falta de visão “humana” e de “mercado”.

- Meu cliente está satisfeito com os meus serviços?
- Meus colaboradores estão atendendo bem os meus clientes?
- Minha equipe está satisfeita com o seu dia a dia de trabalho?
- O que os meus concorrentes estão fazendo para se diferenciar de mim?

Hoje há uma pressão muito grande vinda do comportamento dos jovens profissionais, que já são cerca de 55% dos profissionais no mercado e são conhecidos também como a Geração Y. Há também algumas iniciativas básicas de RH que levam a empresa a melhorar a atração e retenção de talentos e que poderiam tornar essas empresas mais competitivas.

No dia a dia da gestão de uma pequena empresa com estrutura enxuta, fica muito difícil se preocupar com essas questões, e vemos incansavelmente o efeito negativo dessa falta de visão.

Meu conselho aos pequenos empreendedores:
Não deixem de se preocupar com questões que hoje são fatores críticos para o desenvolvimento da sua empresa a longo prazo.
Se não é possível contratar esse perfil de profissionais, busquem ajuda fora! Existem muitas empresas que podem ajudar com um custo acessível.

O importante aqui é que você perceba que há valor nesse tipo de serviço e que ele trará resultado direto para os seus negócios.
Afinal, o sonho de todo empreendedor precisa ser vivido, e não negligenciado.

Franciso Albuquerque


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