Arquivo de Fevereiro, 2012

A percepção de valor de cliente: onde tudo começa?

Data
27 de Fevereiro de 2012
Categoria
Vendas
Número de comentários
1 Comentário

Ouvimos mal nossos clientes. Aparentemente, muitas pessoas querem permanecer em um confortável estado de ignorância. Elas parecem pensar “Se eu sair por aí perguntando aos clientes como se sentem a respeito das coisas, eles começarão a reclamar e terei que fazer alguma coisa a esse respeito”. Esse é exatamente o ponto. A finalidade de perguntar aos clientes como estão experimentando aquilo que você oferece é descobrir o que melhorar para mantê-los ou para conseguir outros clientes.

O executivo chefe de uma grande empresa varejista de móveis instalou números de telefones isentos de tarifa para os clientes que quiserem falar a respeito dos produtos que haviam comprado ou de suas experiências de compra. Ele fez com que os números dessas linhas fossem amplamente divulgados entre os clientes. Nas duas primeiras semanas, as linhas ficaram completamente congestionadas com milhares e milhares de chamadas de clientes irados. Os altos executivos ficaram arrasados ao descobrir os níveis de insatisfação.

A lição é que a insatisfação estava lá todo o tempo. O pedido de informações aos clientes apenas a trouxe para fora. Embora seja psicologicamente traumatizante, este processo deve ser saudável, porque ao menos eles podem começar a reagir às preocupações dos clientes e focalizar seus esforços para melhorar a qualidade em resultados válidos.

De acordo com ALBRECHT (1999), concordamos que a meta crítica da descoberta da verdade invisível é conhecer os fatores mais valorizados pelo cliente. Quais são os
elementos  de valor, na percepção que ele tem de transacionar com você ou com os seus concorrentes? E a segunda meta é descobrir, se possível, quaisquer oportunidades inexploradas para adicionar valor à experiência e assim ganhar uma provação mais alta do cliente ou uma vantagem competitiva.

Para colocar essas duas metas em perspectiva, podemos pensar no valor para o cliente como seguindo uma espécie de hierarquia, semelhante à famosa hierarquia de necessidades humanas de Abraham Maslow. Temos uma hierarquia de valor para o cliente com quatro níveis:

Básicos: os atributos absolutamente essenciais da experiência, tangíveis ou intangíveis, sem eles é inútil tentar fazer negócio. O carro novo deve estar adequadamente montado, acabado e preparado para ser entregue. A refeição deve ser comível e o local deve estar limpo. O quarto do hotel deve estar limpo e mobiliado de forma adequada. O produto pedido pelo correio deve ser conforme o que promete o catálogo.

Esperados: os atributos associados da experiência que o cliente acostumou-se a considerar como fazendo parte da prática geral de negócios. Alguém deve explicar as características do carro. O restaurante deve ter uma seleção razoável de pratos no cardápio e preços razoáveis. O hotel deve ter uma cafeteria, um serviço razoável de mensageiros e um sistema confiável de recados para os clientes. A empresa de mala direta deve aceitar devoluções se o cliente não ficar plenamente satisfeito com o produto.

Desejados: atributos que o cliente não espera necessariamente, mas conhece a aprecia se a experiência os incluir. Alguém dá sugestões úteis a respeito dos cuidados com o carro. Os atendentes sugerem pratos especiais ou fazem favores especiais para tornar a refeição mais agradável. O pessoal da recepção pode prover informações a respeito de atividades turísticas locais, ou ajudar com problemas especiais. A empresa de mala direta paga o custo da devolução do item não desejado.

Inesperados: atributos “surpresa”, que adicionam valor para o cliente além dos seus desejos ou expectativas normais. O vendedor entrega o carro na casa do cliente, ou em seu escritório. O gerente do restaurante passa pela sala com biscoitos recém-assados, oferecendo-os gratuitamente aos clientes. O funcionário do hotel oferece ao hóspede um copo de suco para ele tomar enquanto espera ser registrado. Alguém da empresa de mala direta telefona ao cliente para saber se ele gostou do produto

Sandra Regina da Luz Inácio

Quatro competências para um bom atendimento

Data
24 de Fevereiro de 2012
Categoria
Vendas
Número de comentários
Ninguém comentou

Você já percebeu que as empresas de sucesso sabem atender bem? Fidelizar clientes é mais simples do que você imagina, mas é preciso ser competente.

 

Imagine só. No século passado as empresas faziam verdadeiro malabarismo para encontrar pessoas capazes de atender a um simples telefonema. Entretanto, se observarmos bem o século passado terminou em 31 de dezembro de 2000. Então…
Aqui, vemos que o problema continua, não é mesmo?

As questões que envolvem a melhoria na qualidade no atendimento nas empresas brasileiras são bastante abrangentes. Entretanto, refere-se principalmente a competências individuais. Nelas estão todos os atributos, requisitos e fatores que podem ser incluídos no conceito mais amplo de qualidade no atendimento.

Vamos começar por quatro competências básicas:

Técnicas – são de domínio de especialistas. Exemplo: saber como dirigir uma chamada/atendimento conforme o tipo de solicitação. Ter a capacidade de conduzir uma conversa obedecendo à regras/etapas, fazendo uso de cortesia e empatia como o objetivo de levar o cliente a um entendimento/satisfação;

Intelectuais – relacionadas com aplicação de aptidões mentais. Exemplos: ter presença de espírito; ter capacidade de percepção e discernimento das situações. Ou seja, inteligência emocional. Capacidade de separar o lado pessoal de profissional;

Cognitivas – competência que é um nicho de capacidade intelectual com domínio de conhecimento. Exemplos: saber lidar com conceitos e teorias; saber generalizações; saber aplicar terminologia e elaborar classificações. Compreender e se fazer entender;

Relacionais – que envolvem habilidades práticas de relações e interações. Exemplos: saber se relacionar em diversos níveis; saber interagir com diferentes áreas e, sobretudo estar aberto para receber feedback.

Pense nestas quatro competências como um poderoso instrumento de identificação do profissional de atendimento que será incorporado a um sistema maior de gestão de qualidade. O profissional de atendimento deve ser um especialista, sobretudo na gestão dos relacionamentos.

 

Débora Martins

Empresa Download x Upload

Data
22 de Fevereiro de 2012
Categoria
Inovação
Número de comentários
Ninguém comentou

Sua empresa é download ou upload?

 

A resposta pode fazer toda a diferença em um mundo contaminado por um grande mal: a mesmice.

Quando o cliente não vê a diferença entre os produtos e serviços que encontra no mercado, a única coisa com a qual ele vai se preocupar é com o preço! A cura para esse mal é se diferenciar. Para isso, é fundamental criar uma forte cultura para a inovação na empresa. Sempre pensar no que ninguém ainda fez no seu setor, no que estão fazendo e refazer de um jeito ainda melhor, diferente.

É claro que, sempre, com o foco do cliente. Negocio é nego-ócio, ou seja, negar o ócio. Para ser diferente e competente, não se pode parar de inovar, afinal movimento gera movimento!

O seu movimento para inovar e criar diferenciais nos seus produtos e serviços gera o movimento do cliente para gostar do que você faz, pagar mais pelo que você faz e ainda lhe recomendar para um monte de gente.

 

Então, entre numa onda perene de movimento!

 

Movimento para inovar, movimento para se relacionar melhor com os seus clientes, movimento para contratar melhor e por aí vai… O sucesso perene provém de movimentos. Uma empresa é igual ao tubarão que precisa estar sempre em movimento, pois, se parar, afunda e morre. Já que, no mundo dos negócios, não dá para ficar tranqüilo ou parar, é importante se mover. Assim, sempre o cliente vai elogiar.

E, falando francamente, para o cliente elogiar, é preciso ser movimento competente, diferente e consistente! E mais: feito por gente que gosta de gente.

Sua empresa pode agir, basicamente, de duas formas quando falamos em gerar movimento:

Download – ou seja, “baixando” o que os outros fazem. Observar atentamente o que estão fazendo por aí para ganhar elogios dos clientes, para vender mais, e fazer um download. Fazer download não é errado, desde que se faça a perfeita adequação do movimento dos outros para a sua realidade e necessidade de sua empresa, seus clientes e equipe. Senão, seus movimentos serão meras cópias piratas, sem qualidade, sem DNA.

Desta forma sua empresa será apenas mais uma em um mercado ultracompetitivo, onde o cliente cada vez mais tem o poder e vai preferir, e recomendar, os que forem gente, competentes e que fazem diferente.

É aqui que mora o grande perigo: empresas que só fazem “download” e ainda fazem mal feito, perdem valor e passam a sofrer do grande mal que assola os negócios, a mesmice. Sendo assim, é preciso ser muito grande e ter escala para poder ganhar a única coisa que o cliente quer saber, preço!

 

Mas, até quando?

 

Uma empresa Upload tem, no DNA, a coragem para correr o risco do pioneirismo, de partir na frente, sem precisar, necessariamente, ver o que os outros estão fazendo! É preciso saber quem são os clientes, do que gostam e desaprovam em relação ao seu negócio. E assim criar coisas com a sua cara e com as quais os consumidores irão se identificar.

Ser “Upload” não é fácil, mas, com tanta competição, é o caminho mais direto na construção de reputação e resultados para sempre. Ser “Upload” é estar em movimento constante na busca do novo, do diferente; para oferecer ao seu cliente algo de um jeito especial, do jeito que ele quer, precisar e vai poder pagar.

É ser inquieto e se preparar para que toda vez que um concorrente fizer um “download” de uma idéia sua, já ter outra ainda melhor. Ser “Upload” é conseguir criar tendências que irão gerar o bom boca a boca e que irão tornar sua empresa uma referência, é virar fonte de benchmarking e de “download” de empresas.

 

E ai? Sua empresa tem sido mais “download” ou “upload”?

Fred Alecrim

Gestão de tempo, o grande desafio dos tempos modernos

Data
16 de Fevereiro de 2012
Categoria
Gestão
Número de comentários
Ninguém comentou

A globalização é caracterizada por um mundo em transformação, composto por mudanças rápidas e de várias naturezas, com novidades cotidianas, o que exige uma readequação e adaptação contínua do ser humano, principalmente dentro do mundo organizacional, exigindo cada vez mais das pessoas para dar conta da competitividade.

Sabemos que o tempo é limitado. Independente do que aconteça no mundo globalizado e da rapidez das mudanças, o dia continuará composto por 24 horas. Daí a importância de revisitar a forma como vivenciamos e administramos as mudanças e a diversidade de atividades em nosso dia a dia o que requer uma melhor gestão do tempo. Se tudo muda, precisamos mudar a forma como nos posicionamos. Precisamos fazer diferente, já que a cada dia temos algo diferente para enfrentar.
Um dos maiores sugadores de nosso tempo é a falta de um planejamento adequado ao cenário no qual estamos inseridos e, consequentemente, a falta de delegação. Saber planejar e delegar é uma das competências essenciais para o profissional do século XXI. Diante de tanta informação, inovação e novidades, precisamos desenvolver a capacidade analítica, expandir o nosso campo de percepção dos fatos e seus impactos em nossa vida e nos inúmeros acontecimentos do dia a dia.

Já que tudo muda numa velocidade cada vez mais desconhecida, um dos caminhos para diminuir esse impacto é planejar o que precisamos fazer, definir como será feito, quando deverá acontecer e por quanto tempo precisa acontecer. Ou seja, qual a prioridade que deve acontecer, o que torna imprescindível sabermos diferenciar o que é importante do que é urgente.

Podemos associar o importante a coisas que precisamos fazer e que têm prazo determinado. Ao saber o prazo que precisa ser atendido, possibilita planejar a atividade para atingir o resultado esperado. Quando falamos que é urgente, significa que ultrapassou o importante, o prazo está restrito ou já expirou. Nesse caso, a atividade/ação realmente precisa ser concluída, associa-se diretamente a um estresse para cumprir algo imediatamente.

Como podemos evitar o estresse do urgente e atender ao que é importante, já que sabemos que o tempo é algo limitado e difícil de controlar e que diariamente percebemos que temos pouco tempo? Algumas sugestões e/ou ações são conhecidas, mas em função da dificuldade de gerenciar o tempo e tudo o que envolve esse tipo de gestão, temos dificuldade para praticá-las, por isto arrisco aqui a retomar sugestões que, se colocarmos em prática, com certeza resultarão em uma gestão do tempo mais adequada ao contexto no qual estamos inseridos.

Autoconhecimento: É importante conhecer como damos sentido às nossas realizações, quais são nossas habilidades e dificuldades. O processo de autoconhecimento é um caminho positivo para o planejamento do tempo. Se a atividade faz sentido para você, com certeza irá desempenhá-la melhor e mais rápido. Desta forma, poderá dedicar mais tempo para aquelas que precisam ser feitas, mas que não são as que temos maior habilidade para fazer.

Conhecimento do contexto externo: é importante conhecer o dinamismo e em que velocidade as coisas acontecem no contexto no qual estamos inseridos para adequar o prazo às atividades, bem como organizar a nossa agenda e deixar alguns espaços livres para imprevistos cotidianos;

Conhecer e aprender com o que não deu certo: mapear os possíveis erros do acontecimento, por meio de questionamentos: o que ocasionou a falta de tempo? Quais caminhos poder ser utilizados? Quem são as pessoas que podiam ter apoiado e não foram envolvidas? Como fazer diferente da próxima vez?

Uma gestão do tempo adequada requer mudança de hábitos e atitudes, ou seja, fazer de forma diferente. Por isso a importância de uma revisão contínua em tudo o que se tem realizado. É imprescindível redefinir os objetivos e a forma de planejá-los, reavaliar as tarefas e o tempo dedicado a elas, bem como reformular os planejamentos adotados – hábitos que devem ser cotidianos.

Essas são algumas sugestões de ações simples de serem adotadas que possibilitarão uma gestão do tempo adequada ao cotidiano, seja no mundo organizacional ou fora dele, para maior planejamento, controle e delegação, maior produtividade e, consequentemente, mais tempo livre. A qualidade de vida depende muito de um bom planejamento e controle do tempo, com foco na priorização de atividades e realizações importantes, para termos uma vida mais saudável e menos estressante!

Edna Rodrigues Bedani

Faça uma proposta de vendas irresistível

Data
13 de Fevereiro de 2012
Categoria
Vendas
Número de comentários
Ninguém comentou

A oferta de produtos e serviços com qualidade e preço semelhantes perdeu a vantagem competitiva, pois esses atributos são apenas condições mínimas para a participação no jogo do mercado. Nesse cenário, independente do ramo de atuação, agregar valor à oferta de produtos e serviços é o caminho mais curto para conquistar a fidelidade dos clientes. Isso significa que, para que o composto de serviços de uma empresa seja considerado superior, o conjunto de detalhes tem de fazer a diferença. A oferta comercial torna-se irresistível quando os produtos e serviços recebidos superam o valor esperado.

A prestação de serviços é na verdade a soma dos processos e comportamentos que farão os produtos chegarem aos clientes de forma ágil, cortês e eficiente. É muito importante considerar como parte da oferta de produtos e serviços aos clientes o ambiente da loja, composto pela iluminação, disposição dos produtos, banheiros limpos e facilidade de acesso às mercadorias.

Os clientes valorizam e percebem todo o conjunto montado para “entregar” os produtos e serviços. A parte tangível é aquilo que ele vê, ou seja, o produto, o ambiente, a forma de expor, o estacionamento, a sala de espera. A parte intangível é aquilo que o cliente não toca, mas percebe, por exemplo, a postura e disponibilidade dos atendentes, a atitude ao prestar o serviço, a cortesia, a vontade genuína de servir.

Para encantar clientes é necessário ter um composto de serviços impecável e focar no bom atendimento. Fundamentalmente, perceber o que os clientes querem e o que seus concorrentes fazem e fazer melhor do que eles. Não é necessário ser uma grande empresa, nem investir muito para encantar os clientes, basta ser observador, criativo e cortês. Habilidades que a maioria das pessoas possui, mas, com frequência, usa com “economia”.

Uma proposta encanta os clientes quando consegue surpreendê-los positivamente. Dê um passo de cada vez. Inove, exceda e supere-se a cada dia e verá que os resultados serão surpreendentes. Para agregar valor é preciso dar atenção aos detalhes. É o caso de uma loja de confecções femininas que perfuma suavemente as roupas nas embalagens e surpreende a cliente quando vai pendurar a peça em seu guarda-roupa, ou o restaurante que na saída oferece uma guloseima, um cafezinho ou chá de cortesia.

Portanto, coloque-se no lugar do cliente e avalie como você pode melhorar a prestação de serviços aos clientes da sua empresa para torná-la irresistível.

Soeli de Oliveira

A gestão empresarial através da prática dos cinco sentidos gerenciais

Data
10 de Fevereiro de 2012
Categoria
Gestão
Número de comentários
Ninguém comentou

Sabemos que suas propostas variam desde modelos de gestões com ênfase em qualidade e produtividade industrial com enxugamentos e melhorias de processos até a modelos de gestão que contemplam estratégias de guerra nas áreas de marketing, finanças e outras, passando por gerenciamento de indicadores formulados com apoio de modelagem de negócios.

Há quem diga que a melhor de todas as metodologias é aquela que dá certo, o que nos leva a concluir que o que dá certo numa Organização pode não dar certo noutra, já que cada Organização é possuidora de uma personalidade única, indivisível que molda e embasa a sua cultura interna e o seu jeito de ser.

Não há, repito, absolutamente não há duas Organizações iguais. Há sim muitas Organizações parecidas umas com as outras, similares, semelhantes, que utilizam a mesma tecnologia, produzem o mesmo tipo de produto e executam os mesmos tipos de processos, a ponto de você estar numa e pensar que está em outra. O que é que as diferencia? O que é que as torna únicas?

A resposta é uma só: São as pessoas que nelas trabalham. São as pessoas que dão vida às Organizações e moldam as suas culturas organizacionais que formam as bases dos relacionamentos, da ética, dos princípios e dos valores que pautam suas decisões e ações, tanto as voltadas para o público interno, como aquelas direcionadas para o público externo.
Vale lembrar, entretanto, que há algo que todas possuem por igual, mas que cada uma utiliza segundo seu livre arbítrio: São os cinco sentidos gerenciais.

Analogamente aos seres humanos, que possuem cinco sentidos que propiciam o seu relacionamento com o meio-ambiente e com demais seres e sua compreensão, os sentidos gerenciais também servem para propiciar o relacionamento da empresa com o seu meio-ambiente e sua compreensão.

Nos seres humanos os cinco sentidos são: olfato, paladar, tato, visão e audição. No caso das Organizações, referimo-nos aos sentidos de: percepção, decisão, mudança, reconhecimento e comunicação, que estão democraticamente disponíveis e a serviço de todas as Organizações, mas, que somente as vencedoras os utilizam plenamente e extraem de suas práticas os melhores e mais eficazes resultados.

Comecemos pelo sentido da percepção das movimentações e as mutações que ocorrem continuamente no ambiente externo que geram oportunidades e ameaças para a Organização e  quais os novos padrões, modelos, estilos e tendências de comportamento que estão sendo adotados pelos seus clientes e também pelos seus concorrentes e rapidamente tomar decisões que a levem a aproveitar as oportunidades para ampliar seu negócio, ocupar espaços, conquistar novos clientes e, igualmente, a decisões que possam mitigar as consequências das ameaças caso se concretizem.

Em seguida temos o sentido de decisão, um sentido tão importante que quando ausente torna a Organização um ser estagnado, paralisado, fechada em si mesmo, um verdadeiro barco sem rumo que vive ao sabor dos ventos e como nós já aprendemos com Sêneca, “Não há vento favorável para o barco que não sabe para qual porto se dirigir”. Numa Organização sem sentido de decisão seu melhor decisor é o tempo. Organização com sentido de decisão é flexível, ágil, decide eficazmente com base em fatos, indicadores e objetivos a serem atingidos. Seu sentido de decisão a torna uma Organização dinâmica e obsessiva por resultados.

Muito importante também é o sentido de mudança presente numa Organização que entende que a dinâmica da mudança é a mola mestra da competitividade no atual momento da economia, nacional e internacional, em que as rápidas adaptações ao meio-ambiente e as mudanças de rumo são vitais para a manutenção de uma posição de mercado duramente conquistada e, até mesmo, para se conquistar novas posições. Visão de futuro, revisões de políticas, ajustes no organograma, reavaliações quadro de pessoal, melhorias nos processos internos, mudanças nos modelos de negócios, revisões dos objetivos e metas estratégicas e das estratégias eleitas para seu atingimento são ferramentas do atual “estado-da-arte” do modelo de gestão de uma Organização que pratica o sentido de mudança em toda sua plenitudade.

O sentido de reconhecimento é aquele sentido que se traduz na valorização do quadro de colaboradores que transformam em realidade os planos de ação da Organização executando os diversos processos internos visando a consecução das metas previamente definidas. Reconhecer é, não só valorizar e premiar o esforço coletivo pelas metas atingidas, como também, no âmbito individual, é avaliar e valorizar desempenhos com base na meritocracia e praticar continuamente o feedback construtivo. Numa organização em que o sentido de reconhecimento está presente, observa-se uma maior capacidade de atrair e reter talentos.

Por fim, mas não menos importante, temos o sentido da comunicação que traduzimos como sendo a prática da troca de informações, o exercício do diálogo democrático e contínuo entre a Organização e seus colaboradores, mediante a utilização dos diferentes canais de comunicação corporativa existentes, de forma que ambas as partes mantenham permanentemente alinhados os seus objetivos, individuais, por parte dos colaboradores e corporativos, por parte da Organização.

Com base nestas nossas breves colocações, sugerimos que o (a) caro (a) leitor (a) faça um diagnóstico rápido em sua Organização e verifique qual destes cinco sentidos não está sendo plenamente exercitado: O sentido da percepção? O sentido da decisão? O sentido da mudança? O sentido do reconhecimento? O sentido da comunicação?

Percebida a ausência total ou parcial de algum destes sentidos, tome a decisão de mudar, planeje e execute a mudança, reconheça o esforço dos colaboradores para mudar e utilize os canais de comunicação para construir as pontes de relacionamento com seu mais precioso recurso: as pessoas que trabalham em sua Organização.

Sérgio Lopes

Dicas para criar uma cultura inovadora em sua empresa

Data
7 de Fevereiro de 2012
Categoria
Inovação
Número de comentários
Ninguém comentou

As pequenas empresas são consideradas as maiores geradoras de empregos e uma das maiores geradoras de inovação no nosso mercado. Porém, quem cuida de uma pequena empresa sabe o quão complicado é conseguir tempo e recursos para moldar uma cultura de inovação, tendo que lidar com restrições tradicionais, como a de caixa e pessoal. Então, eu pergunto: como pode as pequenas empresas conseguirem implementar tantas inovações?

A resposta está na facilidade em moldar seus processos e sua cultura inovadora, por conta do seu tamanho e flexibilidade, mesmo com as dificuldades encontradas. Nas grandes empresas esta dificuldade é ainda maior, sendo que são poucas as grandes empresas reconhecidas por sua força inovadora, como a 3M, por exemplo.

Muitas das grandes empresas têm dificuldade em lidar com o seu gigantismo, uma vez que é muito mais fácil catequizar 12 funcionários do que 12 mil. Desta forma, se a pequena empresa conseguir se desenvolver, desde o início de suas atividades, com esta cultura, mesmo quando ela tiver seus 12 mil funcionários, tal cultura já estará no DNA da empresa e de seus colaboradores.

Dicas para criar uma cultura inovadora em sua empresa

Assim vou deixar algumas dicas para que você consiga criar uma cultura inovadora em sua empresa:

Permita e incentive seus funcionários a resolverem problemas: Mais importante do que identificar os problemas é garantir que seus funcionários tenham a autonomia e a iniciativa para resolvê-los. Quando um funcionário vem até você apresentando um novo problema, é muito importante que você faça a seguinte pergunta: “Como podemos resolver este problema?”.

A experiência de seus funcionários será fundamental para uma solução eficiente dos problemas que surgem dentro da empresa. Esta prática de incentivo à solução dos problemas por parte dos colaboradores cria uma cultura onde os mesmos sempre procurarão resolver os problemas o quanto antes, evitando danos maiores.

Traga seus principais clientes para conhecer o interior de sua empresa: Esta prática ainda pouco comum, permitirá que os seus melhores clientes dêem sugestões a respeito de possíveis melhorias em seus produtos, coisas que poderiam ser implementadas, outras que deveriam ser modificadas etc. Esta, sem dúvidas, é uma forma diferente de prestigiar seus clientes e ainda obter um feedback direto sobre seu produto/serviço.

Permita que seus funcionários aprendam mais de uma função na empresa: Mais importante que ter gerentes polivalentes com múltiplas competências é ter a cultura de desenvolver funcionários que conheçam os principais métodos e processos da empresa. De tempos em tempos leve funcionários para conhecer e vivenciar diferentes partes da empresa e crie uma cultura de diálogo entre eles. A experiência repassada pelos colaboradores antigos e a vivência em todas as áreas da empresa tornará sua equipe ainda mais forte.

Permita que seus funcionários mudem: É importante que seus funcionários possam desenvolver o ambiente de trabalho que melhor se adapta a eles. Lógico que é importante ter um padrão, mas devemos customizá-los o máximo possível para uma experiência satisfatória para os colaboradores, assim como é importante permitir que os colaboradores possam tirar um tempo para seus projetos pessoais dentro da empresa. Incentivar seus funcionário a criar novas idéias é a principal arma para o aparecimento de intraempreendedores.

E vocês, o que fazem para fomentar a inovação em suas organizações?

Cláudio Henrique

 

Construindo uma gestão bem-sucedida

Data
2 de Fevereiro de 2012
Categoria
Gestão
Número de comentários
Ninguém comentou

Obter sucesso na gestão de um negócio é, de fato, um grande desafio. Este desafio exige que os gestores estejam sempre muito bem preparados e disponham de expertises pessoais e habilidades interpessoais, o que redunda em trabalho em equipe e adequadas práticas de orientação. Ao final, bons gestores ou boas equipes gestoras contam com características individuais e coletivas complementares, que ajudam decisivamente no sucesso da administração empresarial, tais como criatividade, inovação, boa formação (técnica e conceitual), atualização e acesso a informações, disposição à comunicação, organização e trabalho coordenado, capacidade de antecipação e de planejamento, espírito empreendedor, atitude e esforço em prol do negócio.

Em outras palavras, todo negócio deve garantir transparência à circulação das informações e dispor de um staff capacitado, possuidor de habilidades específicas e complementares.

Conheça profundamente o seu segmento

Seja no momento de constituir um novo negócio, ou na condução de um empreendimento, é essencial contar com profundo conhecimento sobre o mesmo, para que seja possível formular um apropriado posicionamento estratégico. É preciso elaborar análises profundas do corebusiness e envidar esforços e recursos na atividade-fim; conhecer as necessidades e até se antecipar às expectativas do cliente-alvo; estudar o entorno do negócio para detectar fatores críticos de sucesso para o empreendimento; e apurar oportunidades e ameaças que o envolvem.

De posse dessas importantes informações, passa-se à fase da análise estratégica, a partir do levantamento de tendências e da formulação de cenários, definição de ferramentas adequadas à gestão e organização da empresa. Tais referências permitem construir uma base adequada para o planejamento estratégico, que será referência às tomadas de decisão e ao desenvolvimento dos projetos do empreendimento, de acordo com as necessidades e complexidades de cada organização.

Tendo em mãos o negócio estabelecido, é essencial acompanhar e gerenciar adequadamente aspectos cruciais ao seu sucesso, tais como a gestão de pessoas e competências (sempre com o intuito de valorizar e respeitar os colaboradores e profissionais) e a política de marketinge relacionamento com todos os públicos da empresa (fornecedores, colaboradores, agentes intermediários e, especialmente, os clientes).

É preciso ter sempre em mente que a empresa não é uma ilha voltada para a satisfação de suas próprias necessidades específicas. Todo empreendimento está inserido em um universo de relacionamentos e interdependências que a cada dia é ampliado, especialmente com a globalização econômica e social. Assim, riscos e oportunidades, além da ação responsável, devem ser sempre percebidos, avaliados e ponderados com atenção para servirem como ferramentas de valorização e efetivação de políticas administrativas que contribuam para que os resultados esperados sejam atingidos.

Vale destacar que a prática da responsabilidade socioambiental não é apenas um diferencial competitivo ou uma ferramenta de marketing, mas, sim, um fator exigido das empresas e entendido pelo consumidor e pela sociedade como obrigatório nos dias atuais.

Identificando e mantendo o foco

Os gestores que se diferenciam preconizam atualmente: “As empresas devem ter foco no foco do cliente”. Isto é, devem desenvolver uma participação ativa nos cenários empresarial, social, econômico e tributário, que extrapole as necessidades pontuais por produtos ou serviços da clientela e aborde suas expectativas mais amplas na cadeia. Assim, seu relacionamento deve ser focado no entendimento dos negócios, dos relacionamentos e das necessidades dos clientes a partir de uma ação continuada.

Gerir uma empresa é, portanto, compreender não só a essência do negócio, em si, mas perceber e processar movimentos, atitudes e tendências que envolvem toda a sociedade, representada por pessoas, mercados, instituições, profissionais, gestores, clientes e pelas mais variadas culturas que tornam os empreendimentos entidades tão especiais e dinâmicas.

Fonte: Empreendedor


Receba as Novidades

Participe também

Endereço

  • contato@mahagestao.com.br
  • Rua Botafogo, 315 - Copacabana
  • Cep 38411-050
  • Fone +55 34 3221-1823
  • Uberlândia/MG
  • Skype mahagestao