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Como evitar um rombo no orçamento da sua empresa

Data
30 de Janeiro de 2012
Autor
Categoria
Finanças
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Você está iniciando mais um dia na sua empresa e logo pela manhã descobre que nos próximos dias haverá um déficit no seu caixa. Como evitar um rombo no orçamento?

Comece controlando o fluxo de caixa. E isso pode ser feito atualizando diariamente as projeções de fluxo de caixa com receitas e despesas previstas para os próximos seis meses. O fechamento de uma negociação sem um planejamento do fluxo de caixa pode custar caro.

O controle de gastos como conta de telefone, aquisição de equipamentos, viagens de funcionários, etc., não deve sair da agenda do dono do negócio e deve ser acompanhado diariamente para não perder o pulso das finanças.

Além disso, como evitar apertos inesperados que comprometem o caixa e os investimentos?

1. Elabore projeções do fluxo de caixa;
2. Adote um cenário conservador e exclua as receitas dos clientes duvidosos e as reservas bancárias;
3. Mensalmente faça a provisão para pagamento de décimo terceiro salário e férias dos funcionários;
4. Simule cenários, como por exemplo, como ficará o saldo do caixa sem eventuais aplicações financeiras? Ou se aumentar a inadimplência?

Para não ser pego de surpresa, monitore a taxa de inadimplência e crie indicadores para acompanhar os motivos. “A estratégia permite dedicar esforços de cobranças para vencimentos com mais chances de recebimento.” É importante acompanhar:

1. A evolução dos juros e multa de cada cliente em atraso;
2. Registrar o histórico das cobranças;
3. Quantos e quais clientes estão com as contas atrasadas em até dez dias.

Assim, o dono de um negócio tem que ter em mente a seguinte frase: um olho no lucro e o outro no fluxo de caixa e na inadimplência.

 Alex Trindade

*Baseado na reportagem da revista “Pequenas Empresas & Grandes Negócios” – no. 249 – Outubro, 2009.

Gestão Financeira: como evitar problemas

Data
6 de Janeiro de 2012
Autor
Categoria
Finanças
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Todo empreendedor quando abre o seu próprio negócio, depois de um apurado estudo de viabilidade econômico-financeira realizado através de um Plano de Negócios, deve acompanhar constantemente a situação de sua empresa. Não basta apenas vender, deve-se também avaliar permanentemente o seu desempenho.

Vivemos hoje em um ambiente extremamente dinâmico e volátil, sujeito às mais diversas interferências, as quais devem ser conhecidas e mensuradas pelos gestores das empresas buscando efetuar as eventuais correções de percurso necessárias buscando obter maior competitividade.

Vejamos algumas das causas mais freqüentes causadoras de problemas para as empresas e que podem interferir na sua sobrevivência:

- Custos
Toda organização possui custos nas suas atividades. Estes podem ser divididos em Custos Fixos e Custos Variáveis. Os variáveis, como seu próprio nome diz, variam de acordo com o volume de vendas. Já os Custos Fixos referem-se aos custos operacionais, da estrutura da empresa. É neles que estão concentrados os maiores problemas. Caso não sejam bem geridos e mensurados, possuindo-se gastos elevados, poderão comprometer a sobrevivência da organização. Torna-se necessário então o seu acompanhamento constante procurando-se reduzi-los sem entretanto prejudicar a operacionalidade da empresa.

- Preços
Outro dos principais erros cometidos pelas empresas é o da errada formação de preços dos seus produtos ou serviços. Há muitas empresas que, por estarem mal informadas ou ainda desconhecerem as técnicas adequadas, formam seus preços atribuindo um percentual aleatório sobre os custos de seus produtos crendo estar obtendo o lucro desejado quando na realidade, em muitos casos, não cobrindo sequer seus custos operacionais gerando assim, na realidade, prejuízos em vez do lucro pretendido.

- Falta de Capital de Giro
O capital de giro é considerado o “oxigênio” da empresa. Sem ele haverá a necessidade de se buscar recursos junto a terceiros, em especial no mercado financeiro, transferindo-se boa parte dos seus resultados aos seus financiadores.

- Ciclos operacional e de caixa descasados
O ciclo operacional da empresa é composto pelos prazos decorridos entre o monto da compra do produto e o do recebimento da venda efetuada. Já o ciclo de caixa é relativo ao tempo decorrido entre a data do pagamento ao fornecedor e o recebimento da venda. Caso a empresa compre a prazos curtos e concede prazos elevados para pagamento aos seus clientes, superiores aos concedidos pelos fornecedores, necessitará de capital de giro para poder cobrir a falta de recursos provocada pelo descasamento entre os prazos de pagamento e recebimento ocorridos. Caso a empresa não possua os recursos necessários deverá buscá-los no mercado financeiro transferindo assim parte do seu lucro aos financiadores.
É importantíssimo para a saúde financeira da empresa o ajuste dos ciclos operacional e de caixa buscando-se assim uma otimização dos resultados.

- Inadimplência dos clientes
A concessão inadequada do crédito nas vendas a prazo é crucial para o seu recebimento. Muitos empresários no afã de aumentar as suas vendas efetuam-nas sem os critérios apropriados, não buscando a redução dos riscos de inadimplência como também sem as garantias necessárias o que poderia evitar os eventuais sinistros de crédito e o conseqüente prejuízo.

É vital a elaboração do cadastro, a avaliação das informações obtidas bem como a documentação relativa ao processo de comercialização, o qual não é burocrático e desnecessário mas um procedimento necessário para evitar perdas por atrasos ou mesmo por falta de pagamento.

- Retiradas excessivas dos sócios
A empresa é a “galinha dos ovos de ouro” dos seus proprietários. Estes devem decidir entre retiradas desordenadas de recursos ou retiradas mínimas de acordo com as reais possibilidades da empresa. Caso ocorram as primeiras, tal fato gerará a substancial redução do Capital de Giro tornando a empresa vulnerável e, no caso de falta de recursos, criará a necessidade da busca de recursos no mercado financeiro procurando suprir a sua falta e transferindo assim aos financiadores parte dos seus resultados.

Cabe aos empresários decidir: ou consomem os recursos de forma desmedida, saboreando assim a sua “galinha dos ovos de ouro” ou efetuando apenas as retiradas possíveis consumindo apenas os “ovos de ouro” produzidos. Deve-se retirar apenas o que a empresa pode pagar e não o que se gostaria.

Estes são apenas algumas causas de problemas financeiros que ocorrem nas empresas, em especial nas micro e pequenas. Cabe aos gestores obter as informações e meios para melhor administrar os recursos financeiros de suas organizações adequando-as para a utilização dos Controles Financeiros e na tomada de decisões adequadas quanto a: compras, vendas, custos, concessão de crédito e todas as demais atividades operacionais.

Somente com uma gestão adequada e muito controle financeiro é que se poderá obter os resultados pretendidos e manter-se a saúde financeira da empresa permitindo sua continuidade permanente.

Mundo Sebrae


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